Parlamentares governistas vão aos EUA apresentar contraponto à direita


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Um grupo de parlamentares brasileiros esteve em Washington, de 3 a 5 de junho, com o objetivo de apresentar um contraponto às narrativas da direita brasileira junto a instituições americanas.

Formado pelos deputados federais Pedro Uczai (PT/SC), Jandira Feghalli (PcdoB/RJ), Pedro Campos (PSB/PE) e André Janones (REDE/MG), o grupo governista representa 114 deputados de suas bancadas.

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Segundo Feghalli, a delegação focou em três pontos principais:

  • reafirmar a soberania brasileira em sua economia, democracia e política;
  • entregar três documentos a parlamentares e instituições americanas;
  • e discutir as tarifas impostas ao Brasil, como o PIX, que, segundo os parlamentares, não possuem base técnica jurídica.

A deputada federal explicou que um desses documentos solicita cooperação, e não intervenção, no combate ao crime organizado, abrangendo tráfico de armas, tráfico de drogas, monitoramento de recursos e outras pautas de cooperação já solicitadas pelo governo brasileiro. 

Em outro texto, os deputados contestam, com contribuições de especialistas em economia, as tarifas impostas pelo governo americano, argumentando que elas têm um sentido político e não se justificam.

“A questão do PIX foi abordada com a declaração de que não será aceita qualquer intervenção que inviabilize, fragilize ou dificulte o uso do PIX, considerado uma soberania financeira do povo brasileiro e uma ferramenta moderna para transações financeiras gratuitas, transparentes e lícitas”.

Segundo a deputada, na Organização dos Estados Americanos (OEA), a missão abordou o aspecto democrático do ano eleitoral, alertando sobre possíveis intervenções diretas dos Estados Unidos, crimes no ambiente digital e violência política física, de gênero e geral.

“Foi solicitado o acompanhamento e observação da OEA, não apenas da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, mas também da Secretaria de Fortalecimento da Democracia, cujo observatório eleitoral já teve o acompanhamento solicitado pelo governo brasileiro para as eleições”, informou Feghalli.

De acordo com a deputada, parlamentares americanos demonstraram sensibilidade e muitos se comprometeram a tomar iniciativas em relação aos temas apresentados.

“A missão considerou sua atuação produtiva e válida na conjuntura atual. A missão foi concluída com a sensação de dever cumprido e vamos acompanhar os desdobramentos”, finalizou.

Soluções do Sul Global são protagonistas do Rio Nature & Climate Week


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As conferências oficiais da primeira edição do Rio Nature & Climate Week foram encerradas nesta sexta-feira (5), pondo no centro do debate as propostas e soluções do Sul Global para a crise climática. 

A América Latina, a África e o Sudeste Asiático são detentores de 90% de tudo que ainda resta de floresta tropical no mundo e de 80% de toda a biodiversidade do planeta. 

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Em entrevista à Agência Brasil, o presidente do Instituto Natureza e Clima Brasil, Rodrigo Medeiros, idealizador do fórum internacional, disse que o Sul Global cansou de ir a fóruns no Hemisfério Norte para discutir e não encontrar uma solução

“Agora, a gente tem um fórum para chamar de nosso, e, a partir daqui, as nossas demandas, oportunidades e também as soluções que são desenvolvidas aqui no Sul Global vão ser discutidas e vão ser amplificadas para o mundo”.

O objetivo do evento é influenciar a agenda mundial e construir um ecossistema de ações que discuta natureza e clima e possa conectar políticas públicas, finanças, ciência, cultura e movimentos de base.

O encontro aconteceu meses antes da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), marcada para novembro, em Antalya, na Turquia.

A proposta dos organizadores é fazer com que o Rio de Janeiro receba anualmente representantes de todo o mundo, para discutir problemas e soluções que atendam às necessidades daqueles que são os mais vulneráveis, mas, ao mesmo tempo, os que já contribuem enormemente com as soluções necessárias para a questão da biodiversidade e do clima.

Metano

Na discussão dos elementos que podem contribuir rapidamente para frear o aquecimento global, um destaque é a redução das emissões de metano. Na avaliação de Medeiros, esse tema é especial, porque o mundo percebeu agora que é preciso ter soluções rápidas.

Medeiros destacou que um terço das emissões que mais afetam a mudança do clima estão relacionadas a gases como o metano. Esse gás tem um tempo de permanência na atmosfera muito curto, de cerca de 10 a 12 anos, o que significa que se dissipa muito rápido.

“Se 30%, ou um terço do problema do aquecimento é causado pelo acúmulo de metano na atmosfera, essa talvez seja uma via mais eficiente e mais rápida de a gente conseguir reduzir em 30% o problema do aquecimento global”, argumentou.

O idealizador do Rio Nature & Climate Week destacou que o metano é gerado fortemente nos resíduos domésticos e industriais que vão para os aterros, cuja decomposição naturalmente produz esse gás, que vai para a atmosfera. 

Uma das vias para reduzir sua emissão é investir em tecnologias que hoje já são amplamente dominadas para capturar esse metano, transformando-o, por exemplo, em biogás. A outra via é a da transição alimentar, já que a pecuária também está entre as emissoras de metano. 

“É absolutamente inconcebível que a gente continue ainda em uma curva de produção de proteína animal ou de grãos que servem para alimentar a cadeia da produção de proteína animal, de frango, boi, porco”.

Debate público

A ex-secretária nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e atual CEO e diretora-executiva da COP30, Ana Toni, endossou que “reduzir as emissões de metano é uma das formas mais rápidas de ganhar tempo na luta contra a mudança do clima”

“Trata-se de um gás de efeito estufa extremamente potente, cerca de 80 vezes mais impactante que o CO₂ no curto prazo, mas que permanece na atmosfera por um período relativamente menor”.

Ana Toni participou do Fórum de Emergência Climática, realizado pela organização Uma Gota no Oceano durante a Rio Nature & Climate Week. Ela ponderou que, por essas características, a ação sobre o metano produz resultados mais imediatos. 

“O mais importante é que já existem tecnologias disponíveis e soluções economicamente viáveis. O desafio agora é transformar esse tema técnico em uma agenda compreendida e abraçada pela sociedade, e é aí que a comunicação desempenha um papel fundamental”, sugeriu.

Programação paralela

Entre os eventos paralelos ao fórum principal realizados nesta sexta-feira (5), destaque para a oficina “Vozes que Plantam o Futuro”, uma experiência de formação, recreação e mobilização socioambiental para crianças e jovens do Complexo do Alemão, realizada na Casa Voz. O objetivo foi criar um plantio coletivo permanente na Casa Voz e fortalecer o vínculo das juventudes com o território, a sustentabilidade e o cuidado coletivo.

Na Praça Tiradentes, região central do Rio, ocorreu, à tarde, o evento “Periferias urbanas, assentamentos informais adequados, sustentáveis e resilientes contra o racismo ambiental”, promovido em parceria pelos ministérios da Igualdade Racial e das Cidades.

De acordo com os dois ministérios, a crise climática não produz impactos neutros. E, em cidades marcadas por desigualdades estruturais, o racismo, a xenofobia e outras formas de violência acabam determinando as populações que estão mais expostas aos riscos ambientais, menos protegidas pelas infraestruturas urbanas e mais excluídas dos mecanismos de adaptação climática. 

Encerramento

O encerramento oficial do Rio Nature & Climate Week está programado para este sábado (6), com show gratuito na Enseada de Botafogo, do qual participarão cantores internacionais e brasileiros. 

O evento é realizado pela organização Global Citizen Live Rio e tem como principal atração a cantora Lauryn Hill, que celebrará os 30 anos do álbum The Score. O evento também terá participações de Wyclef Jean, YG Marley, Zion Marley e da cantora brasileira Ludmilla.

 

 

Fachin nega suspeição de Kassio para decidir sobre CPI do Master


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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, negou pedido de quatro senadores para declarar a suspeição do ministro Kassio Nunes Marques para julgar um mandado de segurança que pede a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master.  A decisão foi proferida na quarta-feira (3).

A ação foi protocolada em março deste ano e ainda não houve decisão do ministro, que é relator do caso.

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Os senadores Eduardo Girão (Novo-CE), Alessandro Vieira (MDB-SE), Marcos Pontes (PL-SP) e Plínio Valério (PSDB-AM) alegaram que o ministro tem relação de amizade com o senador Ciro Nogueira (PP-PI), um dos investigados no caso Master, e possui “interesse direto” no caso.

Fachin negou o pedido de suspeição do relator e disse que a questão deveria ser levantada cinco dias após a escolha do relator.

“É incontroverso que os autos da MS nº 40.823 foram distribuídos por sorteio em 26 de março de 2026. Nada obstante, esta arguição de suspeição somente foi ajuizada nesta Suprema Corte em 12 de maio de 2026. Portanto, extrapolou em mais de um mês o término do prazo regimental para deduzir a pretensão, configurado em 31 de março de 2026”, explicou Fachin.

Os senadores alegam suposta omissão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que ainda não leu o requerimento de instalação da comissão. O documento foi protocolado no dia 26 de novembro de 2026.

De acordo com os parlamentares, o requerimento conta com 53 assinaturas, superando os 27 apoiamentos mínimos para criação da CPI, equivalente a um terço do total de 81 senadores.  

Ancelotti vai testar Paquetá e Igor Thiago em amistoso contra Egito


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O técnico italiano Carlos Ancelotti revelou que deve testar Lucas Paquetá e Igor Thiago como titulares da seleção brasileira no último amistoso antes da Copa do Mundo neste sábado (6). Concentrada em Nova Jersey, a seleção embarca para Cleveland às 18h (horário de Brasília) desta sexta (5)  O Brasil encara o Egito no sábado (6), às 19h, no no estádio Huntington Bank Field. O atacante Neymar permanecerá em Nova Jersey, em tratamento intensivo para se recuperar de um lesão na panturrilha.

Outras novidades em relação ao time que goleou o Panamá (6 a 2) no último sábado (30) serão Douglas Santos na lateral-equerda e o goleiro Weverton, que não chegou a entrar em campo contra os panamenhos. Embora tenha optado por não anunciar a escalação do Brasil, Ancelotti disse que seguirá com mudanças na equipe ao longo do duelo contra o Egito.

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“É o último jogo para fazer teste. Paquetá representa um jogador importante para nós, porque tem característica diferente dos outros meias. Quero testar Paquetá, assim como Igor Thiago, para buscar outra opção”, pontuou o técnico durante a coletiva de imprensa, concedida antes do último treino da seleção em Nova Jersey. “O sistema com os quatro [jogadores] na frente está bastante consolidado, mas quero testar uma nova alternativa no último teste”.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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No planejamento de Ancelotti, Paquetá e Igor Thiago jogarão nas posições de Matheus Cunha e Luiz Henrique, respectivamente. Quem também será testado neste sábado (6) é o lateral-esquerdo Douglas Santos, que iniciará como titular no de Alex Sandro.

Ancelotti revelou que vai poupar o zagueiro Gabriel Magalhães, que defendeu o Arsenal contra o Paris Saint-Germain (PSG) na final da Liga dos Campeões no último sábado (30).

“Ele voltou um pouco cansado (da final da Champions League), amanhã [sábado] não vai jogar. Vai se recuperar bem para o primeiro jogo (da Copa do Mundo)”, salientou.


treino, Neymar, Granja comary, maio de 2026

Em tratamento intensivo para se recuperar de uma lesão na panturrilha, Neymar não viajará para Cleveland, onde o Brasil encara o Egito neste sábado (6), em último amistoso antes da estreia na Copa – Rafael Ribeiro/CBF/Direitos Reservados

Neymar fará ressonância na segunda (8)

O técnico da seleção está otimista quanto à recuperação de Neymar. O atacante passará por nova ressonância magnética na próxima segunda (8) – a primeira foi realizada em 28 de maio, quando ele se apresentou na Granja Comary, em Teresópolis (RJ). Na ocasião, o exame identificou uma lesão muscular de grau 2 na panturrilha. Em tratamento intensivo desde então, Neymar não viajará com a seleção para Cleveland esta noite.

“Acho que a situação é bastante clara. Está fazendo um ótimo trabalho individual. Depois do fim de semana ele vai fazer uma ressonância e, se tudo estiver bem, poderá treinar com o grupo na próxima semana”, projetou Ancelotti.

Estreia do Brasil no Mundial

A abertura da Copa do Mundo será na próxima quinta (11), às 16h, no México. A seleção anfitriã medirá forças com a África do Sul, no estádio Azteca, no primeiro duelo do Grupo A, que inclui ainda República Tcheca e Coreia do Sul.

A seleção brasileira estreará contra Marrocoas, em 13 de junho (um sábado), às 19h, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O Brasil está no Grupo C, que tem ainda Haiti e Escócia.

Moraes e Dino rejeitam recurso de Roberto Jefferson contra multa


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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (5) para rejeitar o recurso do ex-deputado Roberto Jefferson contra o pagamento de multa de R$ 452 mil.

Em seguida, Flávio Dino seguiu o relator e votou contra o recurso. O julgamento do plenário virtual vai até o dia 15 de junho. Ainda faltam os votos de oito ministros. 

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Em 2024, Jefferson foi condenado pelo STF ao pagamento da multa no processo que também determinou a pena de nove anos, um mês e cinco dias de prisão.

O ex-parlamentar foi acusado pelos crimes de calúnia, homofobia, incitação ao crime e tentativa de impedir o livre exercício dos poderes.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o Roberto Jefferson incentivou a população a invadir o Senado e a fazer agressões físicas contra senadores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia. Além disso, incitou a explosão do prédio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

As declarações foram feitas em entrevistas e vídeos publicados nas redes sociais, em 2021.

Multa parcelada

Após a condenação, Moraes concedeu o parcelamento da multa em 24 parcelas mensais de R$ 18,8 mil.

Contudo, a defesa recorreu novamente e alegou irregularidades na aplicação de multa, afirmando que o valor é excessivo e que compromete o patrimônio do ex-parlamentar.

Ao votar no julgamento, Moraes, que é relator do caso, entendeu que a aplicação da multa deve ser mantida.

“Em conclusão, não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo regimental não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados”, votou Moraes.

 

Roland Garros: Luis Guto Miguel bate compatriota e vai à final juvenil


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O Brasil está a uma vitória de conquistar o título inédito no torneio juvenil de Roland Garros, em Paris (França). Após uma semifinal 100% brasileira, a primeira da história no juvenil de um Grand Slam, o goiano Luis Guto Miguel, de 17 anos, se classificou à final nesta sexta-feira (5). Principal favorito ao título, encara na final o norte-americano Michael Antonius (cabeça de chave 14) neste sábado (6), em horário ainda a ser definido pelos organizadores.

Principal favorito a levantar a taçal – Guto Miguel é cabeça de chave número 1 – o goiano superou na semi o matogrossense Leonardo Storck por 2 sets a 1, com paciais de 6/1, 3/6 e 6/2.

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“Foi um jogo difícil. No primeiro set, o placar não resumiu a intensidade dos pontos. Eu e o Léo fizemos a pré-temporada para vir para cá juntos, treinamos todo dia, conversamos sobre o que poderíamos melhorar. O Léo fez uma excelente semana, eu tive que dar meu 100% para ganhar dele”, disse Guto Miguel após a classificação em depoimento à emissora ESPN. “Desde o começo do ano, Roland Garros era um objetivo e um sonho. Não acabou ainda, tem mais uma”, completou.

A última chance de o Brasil lutar pela taça juvenil masculina foi há quase sete décadas, com Luís Felipe Tavares, na edição de 1967. Também alcançaram a final Edison Mandarino (1959) e Thomas Koch (1962 e 1963). Antes do tricampeonato na chave principal de Roland Garros (1997, 2000 e 2011), o catarinense Gustavo Kuerten foi campeão juvenil de duplas no saibro parisiense em 1994.

Na semifinal feminina juvenil feminina, a potiguar Victoria Barros (cabeça de chave 3) foi superada pela chinesa Sun Xinran e adiou o sonho do título inédito. A asiática de 15 anos avançou com vitória por 2 sets a 0 (6/2 e 6/3) sobre a brasileira. Na final no sábado (6) a chinesa (cabeça de chave 2) enfrentará a russa Alisa Oktiabreva (cabeça de chave 12).

Dupla de Stefani se despede de Roland Garros

No torneio adulto, a última dupla da paulista Luisa Stefani, última do país remanescente no torneio, foi eliminada na semifinal nesta sexta (5). Ao lado da canadense Gabriela Dabrowski, a brasileira foi superada pela parceria da tcheca Katerina Siniakova com a norte-americana Taylor Townsend, em sets diretos (6/0 e 6/1).

Bienal nas Escolas entra em clima de Copa para estimular leitura no RJ


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Em clima de Copa do Mundo, os organizadores da Bienal do Livro do Rio de Janeiro realizam neste ano a primeira edição da Bienal nas Escolas fora do ano de realização do evento principal, que ocorre na capital fluminense nos anos ímpares.

A ação começou em abril, com alunos da Escola Municipal Maria das Dores Negrão, em Oswaldo Cruz, na zona norte do Rio. No próximo dia 11 de junho, será a vez da Escola Municipal Sarmiento, no Engenho Novo, também na zona norte. A previsão é passar por ao menos seis escolas ao longo do ano.

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A Bienal nas Escolas é realizada pela GL Events Exhibitions, empresa que organiza o evento literário, e pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL). Diretor de Marketing e Conteúdo da GL, Bruno Henrique explicou, em entrevista à Agência Brasil, o objetivo de ir até os estudantes:

“É lá [na escola] que se forma o senso crítico e se tem, como em casa também, os principais valores de educação, de aculturamento”, afirmou. “Esse é um projeto que a gente tem muito carinho. O Bienal das Escolas surge da compreensão do propósito da força da Bienal do Livro do Rio”.

Álbum da Copa

Para dialogar com o evento da Fifa, a Bienal leva às escolas “um álbum de figurinhas” com uma seleção literária, com personagens da literatura clássica de diferentes países, como Dom Quixote, Sherazade, Iara, Sherlock Holmes e Peter Pan.

“Não tem como fugir desse assunto, porque a Copa do Mundo mobiliza vários países, e o Brasil, obviamente, é um deles. E, para a criançada, tem a brincadeira do álbum de figurinhas, que está sempre associado ao evento, mesmo para quem não gosta de futebol”, comentou o diretor.

As crianças podem trocar figurinhas e completar o álbum, criando, dessa forma, uma relação lúdica com as histórias e ampliando o contato com diferentes referências literárias.

Bruno Henrique acredita que a Bienal tem como propósito colocar o livro no lugar mais lúdico, no lugar de entretenimento, de prazer, que também é lugar de educação e cultura. O tema do projeto neste ano é Livros Mudam o Jogo. 

Neste ano, o projeto tem patrocínio de OLX e Accenture e vai distribuir 100 livros para cada escola, visando fortalecer bibliotecas e salas de leitura.

Diálogo com escritoras


Rio de Janeiro - 05/06/2026 - Bienal das Escolas. Foto: Divulgação/Bienal nas Escolas

Bienal das Escolas. Foto: Divulgação/Bienal nas Escolas

Na Escola Municipal Maria das Dores Negrão, a convidada foi a escritora Kiusam de Oliveira, referência em literatura afrodidática. Kiusam reforça a importância da representatividade, da educação e do incentivo ao imaginário desde a infância. 

Para ela, o encontro com os alunos foi potente, “especialmente porque reconheço as histórias e as vivências desses estudantes. Eu sou uma mulher preta, professora há mais de 40 anos, e trago essa trajetória para dentro da minha escrita”, disse.

No entender de Kiusam de Oliveira, tudo começa com a leitura do mundo, antes mesmo da leitura das palavras. 

“É isso que me move como educadora e como escritora. Quando a criança se vê, quando ela se reconhece, ela entende que pode sonhar, que pode transformar a própria realidade. E é esse o meu compromisso: escrever para que essas crianças aprendam a sonhar e se reconheçam como potentes”.

Uma das estudantes, Lara Braga, de 10 anos, afirmou que Kiusam tem dois livros de que ela gosta muito: Com qual penteado eu vou e Tayó em quadrinhos

“Eu gosto porque eles falam de coisas importantes, como o respeito com o cabelo e com a cor da pele. Ler faz a gente sair um pouco das telas e ir para outros lugares. Acho que ajuda na imaginação e faz a gente aprender mais para o futuro”, disse a menina.

O próximo encontro será com a escritora Andrea Taubman​, que dialogará com os estudantes sobre seu livro Não me toca, seu boboca!, que tem feito muito sucesso com a criançada. ​A escolha dos autores é feita em parceria com as secretarias municipais e estaduais de Educação.

Bruno Henrique informou que, em um primeiro momento, estão programadas cinco escolas para serem visitadas pelo projeto neste ano, beneficiando pelo menos 1 mil alunos de 6 a 10 anos.

“Mas esse número pode ser estendido, dependendo se for obtido mais apoio da iniciativa privada”.

Incentivo à leitura

Desde 2019 até agora, já foram visitadas 25 escolas, com média de 170 alunos atendidos a cada visita. Somente no ano passado, foram 11 escolas que integraram o projeto, com total de 2,2 mil alunos. 

Os escritores Bia Bedran, Thalita Rebouças, Jessé Andarilho e Rodrigo França estiveram presentes em escolas da capital e da Baixada Fluminense no ano passado.

Pesquisa realizada junto às escolas visitadas em 2025 indicou aumento de 25% na procura por livros nas bibliotecas municipais e estaduais. 

“A gente percebeu que, por onde o projeto passou, mudou o comportamento, a cultura e a busca pelo livro. Então, eu acho que esse reforço do impacto positivo no ambiente escolar e esse aumento na busca por livros nas escolas do ano passado foi muito importante para entender que estamos no caminho certo com o projeto”, avaliou Bruno Henrique. 

Em novas sanções, EUA miram empresa de mineração e presidente de Cuba


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Os Estados Unidos (EUA) publicaram novas sanções econômicas contra Cuba mirando empresas do setor de mineração, turismo e o presidente da Ilha, Miguel Díaz-Canel. As novas medidas se somam a outras centenas que tentam estrangular economicamente o país e forçar uma troca de governo em Havana.

O Departamento de Tesouro dos EUA incluiu, nessa quinta-feira (4), na lista de entidades sancionadas a Amistur Cuba, empresa de turismo da ilha, e a Minera la Victoria, joint venture formada pela empresa de mineração de ouro cubana Geominera em parceria com a australiana Antilles Gold.

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No mesmo dia, o presidente dos EUA Donald Trump alegou que Cuba quer que a Casa Branca cuide da ilha.

“Vamos cuidar de Cuba depois de terminar com o Irã, talvez seja possível investir lá”, disse Trump a jornalistas.

Em comunicado nas redes sociais, o secretário de Estado Marco Rubio disse que qualquer pessoa que forneça serviços as entidades sancionais correm o risco de também serem sancionadas.

“Bancos estrangeiros e outras empresas que forneçam serviços a essas entidades devem congelar essas atividades. A Administração Trump não tolerará mais regimes marxistas radicais em nosso hemisfério”, disse Rubio.

Os EUA ainda sancionaram o presidente de Cuba, Miguel Diaz-Canel, sua esposa, Lis Cuesta Peraza, seu filho, Manuel Anido Custa, e outros funcionários ligados ao governo de Havana. Entre eles, um filho e um neto do ex-presidente de Cuba Raúl Castro, Alejandro Castro Espin e Raul Alejandro Castro Calis, respectivamente.

Outras entidades que foram alvos dos EUA são o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba; o Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP); e os Comitês para Defesa da Revolução (CDR).

“Todas as transações e negociações realizadas por pessoas dos EUA ou pessoas dentro (ou em trânsito) pelos Estados Unidos que envolvam quaisquer bens ou interesses em bens de pessoas designadas ou bloqueadas são proibidas”, diz a nota do Escritório responsável pelas sanções dos EUA (OFAC). 

Cuba reage

O presidente de Cuba Miguel Díaz-Canel disse que as falas do presidente Trump são uma ameaça ao país e criticou as novas medidas unilaterais que “prejudicam o povo”.

“A agressividade e a perversão do governo ianque colidirão com nossa determinação de enfrentar os piores cenários e resistir ao ataque imperial”, disse Canel em uma rede social.

O ministro das relações exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, destacou que a inclusão de pessoas, empresas e entidades em uma “lista ilegítima” de sanções demonstra o plano de intervenção na ilha.

“Toda ação dos EUA com o objetivo de criar um cenário de conflito entre os dois países está fadada ao fracasso. Toda ameaça à independência e soberania de Cuba será enfrentada com ainda mais união e determinação por parte do nosso povo”, comentou em uma rede social.

Rodríguez ainda desmentiu o secretário de Estado dos EUA Marco Rubio que disse que o governo Trump não bloquearia a entrada de petróleo em Cuba.

“Ele parece esquecer intencionalmente a Ordem Executiva 14380, de 29 de janeiro de 2026, elaborada por ele mesmo e assinada pelo seu Presidente, que autorizou a imposição de tarifas punitivas contra importações de países que fornecem petróleo a Cuba direta ou indiretamente”, afirmou.

Bloqueio econômico

O bloqueio econômico contra Cuba, que já dura quase 70 anos, foi endurecido pela atual administração da Casa Branca no final de 2025, a partir das restrições navais impostas à Venezuela. 

Em janeiro de 2026, os EUA ameaçaram sancionar quem vender petróleo à Cuba. A nova medida levou o país de 11 milhões de habitantes a ficar três meses sem receber uma gota de petróleo.

As medidas da Casa Branca têm causado aumento dos apagões, a elevação dos preços de produtos básicos, a redução do transporte público e da oferta da cesta básica alimentar subsidiada pelo Estado. Para moradores de Havana consultados pela Agência Brasil, esse é o pior momento do país.  

 

Brasil é eleito para integrar Conselho Econômico e Social da ONU


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O Ministério das Relações Exteriores informou na noite desta quinta-feira (4) que o Brasil foi eleito para integrar o Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ECOSOC). O mandato será exercido entre 2027 e 2029.

A eleição ocorreu na terça-feira (4). O Brasil recebeu 181 votos dos representantes dos países que integram a organização.

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Na avaliação da diplomacia brasileira, a eleição demonstra a importância do país no cenário internacional.

“A eleição do Brasil reflete a importância atribuída ao papel estratégico que o país tem a desempenhar no ECOSOC, especialmente para a redução das desigualdades e a promoção da paz sustentável”, declarou o Itamaraty. 

O conselho, que é composto por 54 membros, é um dos principais órgãos da Organização das Nações Unidas (ONU) e tem a tarefa de coordenar as agências especializadas das Nações Unidas, monitorando recomendações sobre os temas que envolvem comércio internacional, desenvolvimento, direitos humanos, condição da mulher, ciência e tecnologia, entre outros.

As recomendações são conhecidas como Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). 

Peru define presidente entre direita Fujimori e esquerda Sanchéz


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Com 34 milhões de habitantes, o Peru vai às urnas no próximo domingo (7) para definir o próximo presidente, que governará o país de 2026 a 2031. A disputa está entre a direitista Keiko Fujimori e o esquerdista Roberto Sánchez Palomino

Após um primeiro turno tumultuado, em que a apuração se arrastou por mais de um mês, a filha do ex-ditador Alberto Fujimori (1990-2000), Keiko Fujimori, terminou com 17,1% dos votos contra 12,0% de Sánchez, em uma votação que contou com 35 candidatos. 

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O país sul-americano enfrenta uma longa crise política e econômica que levou a destituições sucessivas de presidentes pelo parlamento. O próximo chefe de Estado no Peru será o nono presidente em 10 anos.

Fujimori


Peru's presidential candidate Keiko Fujimori attends a press briefing as the vote count in the country's general election continues for a fourth day, in Lima, Peru April 15, 2026. REUTERS/Stifs Paucca

Candidata Keiko Fujimori  – REUTERS/Stifs Paucca/ Proibido reprodução

Apesar da vantagem de Keiko no primeiro turno, analistas apontam para um cenário incerto neste domingo. Isso porque Fujimori amargou derrotas nas três últimas eleições presidenciais, em 2011, 2016 e 2021, sempre no segundo turno.

Ao mesmo tempo que herda os votos do pai, Alberto Fujimori, condenado por violações de direitos humanos – o que inclui esterilização forçada de mulheres indígenas – Keiko também herda a rejeição ao antigo presidente.

Durante a campanha, ela tem pregado uma aproximação maior com os Estados Unidos de Donald Trump, o que pode ter consequências para os investimentos chineses no Peru, onde há o Porto de Chancay, que escoa produção do continente para Ásia.

Sánchez


Peruvian presidential candidate Roberto Sanchez of the Together for Peru party attends a press conference as the electoral authority is expected to confirm the name of Keiko Fujimori’s rival ahead of the June 7 runoff, in Lima, Peru, April 16, 2026. REUTERS/Angela Ponce     TPX IMAGES OF THE DAY

Candidato Roberto Sanchez  – REUTERS/Angela Ponce – Proibido reprodução

Por outro lado, o esquerdista Roberto Sánchez Palomino tem se colocado ao lado do ex-presidente Pedro Castilllo, de quem foi ministro. Eleito em 2021 contra Keiko, Castillo foi destituído, preso e condenado por tentativa de golpe de Estado ao tentar dissolver o Parlamento.

Para seus apoiadores, Castillo foi vítima do poderoso parlamento peruano por representar o voto da população rural e indígena do país.

Psicólogo de formação, Roberto Sánchez é deputado peruano do partido Juntos Pelo Peru e tem prometido uma reforma constitucional para enterrar a Carta Magna herdada do fujimorismo, além de defender reformas sociais para ampliação de direitos.

O professor de pós-graduação de Integração da América Latina da Universidade de São Paulo (USP), Gustavo Menon, avalia que essa eleição tem repercussões na disputa comercial travada entre China e EUA na América Latina.

“Roberto Sánchez se opõem vertiginosamente à plataforma encampada por Keiko Fujimori, que pretende se realinhar com os EUA. Ela já fez acenos a Donald Trump no sentido de recrudescer a política migratória e estancar a influência chinesa que se dá, sobretudo, via Porto de Chancay”, avalia.