Desemprego entre mulheres negras jovens chega a 24,7%, aponta estudo


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Apesar de avanços recentes no mercado de trabalho, com queda nos índices de desemprego e resultados positivos no aumento da renda dos trabalhadores, as mulheres negras jovens continuam registrando os piores resultados em indicadores como taxa de desocupação, informalidade, desalento e rendimento.

O resultado faz parte de um relatório da Rede Multiatores MUDE com Elas, elaborado pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), a partir de dados da PNAD Contínua 2025, pesquisa do IBGE que analisa o mercado de trabalho no país. 

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Segundo o levantamento, mesmo com melhorias em índices de educação formal e renda, ainda existem desigualdades estruturais no mercado de trabalho brasileiro para mulheres com idades entre 14 e 29 anos.  

Entre os 14 e os 17 anos, a taxa de desocupação de mulheres negras chega a 24,7%, índice 1,4 vez superior à dos homens brancos da mesma faixa etária. Na faixa de 18 a 24 anos, apontada pelos pesquisadores como momento-chave de transição entre escola e trabalho, a desigualdade se intensifica para uma desocupação de 16,5% para elas, 1,6 vez maior do que a dos homens brancos.

O segmento posterior, entre 25 e 29 anos, tem uma taxa de desocupação de mulheres negras de 10,3%, quase o dobro da observada entre mulheres brancas e 2,8 vezes a dos homens brancos.

“O mercado de trabalho melhorou, mas não melhorou de forma igual para todas as pessoas. Isso evidencia que o problema não está apenas no acesso à educação, mas também nos mecanismos estruturais de exclusão que continuam operando no mercado de trabalho e na sociedade brasileira. Envolvem racismo estrutural, segregação territorial, desigualdade no acesso às redes de oportunidade, discriminação nos processos de contratação e promoção, além da sobrecarga histórica do trabalho de cuidado”, aponta a coordenadora da Rede Multiatores pelo Ceert, Shirley Santos.

A pesquisadora destaca que o território também influencia diretamente as oportunidades, pois moradoras de regiões periféricas enfrentam maiores obstáculos relacionados à mobilidade urbana, acesso à infraestrutura, qualidade dos serviços públicos e redes profissionais.

Renda e trabalho formal

A diferença também se reflete na renda e no acesso ao trabalho formal. Em 2025, o rendimento médio das mulheres negras correspondeu a apenas 46,5% do rendimento dos homens brancos, uma diferença de 53,5% que permanece praticamente inalterada nos últimos anos.

A informalidade entre jovens negras é de 39,1%, cerca de 10% acima da registrada entre jovens brancas. O único segmento mais fragilizado nesse indicador é o dos jovens homens negros, para os quais esse índice chega a 44,2%.

As dificuldades se refletem no desalento, que é a condição de quem desiste de procurar trabalho. As mulheres negras são 38,7% dos jovens desalentados do país, enquanto os homens negros somam 36,1%. Na faixa de 25 a 29 anos, a participação das mulheres negras atinge 44,2%.

Quando a análise recai somente sobre a Região Metropolitana de São Paulo, a desigualdade se repete: jovens mulheres negras recebem, em média, R$ 2.236, enquanto homens brancos chegam a R$ 3.926. Entre 25 e 29 anos, a desigualdade aumenta, com rendimentos de R$ 2.569 para mulheres negras e R$ 5.323 para homens brancos.

“Os microdados permitem observar parte dessas desigualdades quando cruzamos raça, gênero, renda, escolaridade e território. Mas a experiência acumulada pelas organizações da sociedade civil também é fundamental para compreender dimensões que muitas vezes os dados quantitativos não conseguem capturar integralmente, como os mecanismos subjetivos de exclusão e os impactos cotidianos do racismo institucional”, complementa Shirley.

Políticas públicas além das cotas

Segundo o estudo, embora sejam importantes para a redução das desigualdades, as cotas raciais não são suficientes para resolver os problemas no ritmo que essas populações precisam. 

Para Shirley, o estudo evidencia que políticas estruturantes são fundamentais, focadas em garantir permanência, mobilidade social, proteção social e acesso a posições de decisão e liderança.

Segundo a pesquisadora, entre as experiências que apresentam resultados positivos estão: 

  • Políticas de cotas raciais e sociais no ensino superior e concursos públicos;
  • Programas de permanência estudantil; 
  • Ampliação do acesso à creche e políticas de cuidado; 
  • Programas de qualificação profissional voltados à juventude negra;
  • Metas de diversidade e inclusão no setor privado; 
  • Fortalecimento da educação para as relações étnico-raciais; 
  • Políticas territoriais para periferias urbanas; 
  • Incentivos à formalização do trabalho e 
  • Programas de transferência de renda articulados à inclusão produtiva

Políticas públicas de reparação e mecanismos de financiamento voltados para melhoria desse tipo de ação também são caminhos importantes, segundo a coordenadora. 

“O enfrentamento das desigualdades raciais exige investimento público, compromisso institucional e participação social. Uma transição justa — seja no mercado de trabalho, na educação ou na agenda climática — só será efetiva se enfrentar as desigualdades estruturais que organizam a sociedade brasileira”, reflete Shirley Santos.

Quando borboletas furiosas se tornam mulheres negras: Nós e os livros


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A inserção de mulheres negras no mercado editorial brasileiro, que historicamente privilegia homens brancos, faz com que suas histórias ganhem vida, dignidade e humanidade. A avaliação é da autora Cidinha da Silva, que lança Quando borboletas furiosas se tornam mulheres negras: Nós e os livros, nesta sexta-feira (5), durante mesa de conversa n’A Feira do Livro

“Histórias novas e desconhecidas têm sido contadas; personagens antes tratados como utensílios de casa, objetos de cama, mesa e banho – trabalhadoras domésticas e outras funções laborais subalternizadas e mal remuneradas”, disse Cidinha da Silva, em entrevista à Agência Brasil.

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O lançamento da autora ocorre a partir das 13h, no Tablado Literário Mário de Andrade. Na obra, ela investiga as tensões, armadilhas e insurgências que atravessam a experiência de escritoras negras no mercado editorial. Após a programação, Cidinha receberá o público em sessão de autógrafos.

A escritora ressalta que é preciso enfrentar os critérios racistas, machistas, misóginos e lesbofóbicos que têm privilegiado os homens brancos nesse espaço.

“Sujeitos que não nasceram em berço de livros, que não herdaram bibliotecas de pais, avós, trisavós, têm conseguido falar, criar, fabular histórias, para as quais há muito interesse.”

A trajetória de Carolina Maria de Jesus, lembrou a autora, abriu caminhos para mais escritoras negras, além de revelar elementos como: “a coragem de alimentar um projeto literário, mesmo em condições absolutamente adversas; o apetite do mercado editorial para extrair todo o sumo do que possa vender; os ardis do racismo para construir uma personagem, exauri-la e depois descartá-la”.

Além da programação integralmente gratuita do festival literário, cada visitante pode escolher dois títulos de uma seleção diversa, disponibilizados gratuitamente, na tenda da prefeitura de São Paulo. No estande, o público terá informações sobre a rede de bibliotecas municipais, ferramenta de democratização do acesso à leitura.

Dois dos títulos disponíveis são Escritoras de Cadernos Negros, com textos de Esmeralda Ribeiro e Conceição Evaristo; e Olhos de Azeviche, que reúne dez autoras negras, como a própria Cidinha da Silva e Geni Guimarães.

Confira os principais trechos da entrevista com Cidinha da Silva:

Agência Brasil – Qual é o lugar das mulheres negras no mercado editorial atualmente?

Cidinha da Silva – No mundo das editoras, o lugar ocupado pelas autoras negras é diverso e está muito relacionado ao poder de fogo da autora em tela, mensurado, por exemplo, pelo interesse manifesto de outras editoras em publicá-la, o que leva a editora da vez a oferecer boas condições para ter mais títulos dela no catálogo, ou mesmo para fidelizá-la. A definição desse lugar deve-se também às cotas raciais, toda editora quer uma autora negra para chamar de sua.

No que concerne aos eventos literários, é o lugar de alguns grandes nomes que ocupam espaços por elas mesmas, pelo reconhecimento do trabalho construído, ou seja, já ultrapassaram as cotas de participação destinadas às escritoras negras, são elas Ana Maria Gonçalves, Conceição Evaristo, Djamila Ribeiro, Elisa Lucinda, Marilene Felinto, Ana Paula Maia e Grace Passô. Tem um outro pelotão em ascensão que em breve integrará o primeiro, composto por mulheres como Bianca Santana, Luciany Aparecida, Eliane Marques, Bárbara Karine, Carla Akotirene e Rosane Borges.

Depois vem um terceiro pelotão que ocupa um lugar de alternância na cota destinada a autoras negras nos eventos literários de diferentes portes, por motivos como contemplar uma autora negra por ano ou edição do evento ou disparidade de cachês. O ideal seria contratar as autoras X, Y e Z, mas, como o cachê destas é considerado muito alto e a agenda muito ocupada por eventos que realmente valem a pena, os organizadores fazem cruzamentos de visibilidade pública, número de seguidores em redes sociais, histórico de participação em outros eventos, humores, local de residência no país – valor do bilhete aéreo -, traquejo para tirar a galera do chão e capacidade geral de entretenimento. Depois de descreverem e solucionarem a equação, as substitutas são escolhidas e convidadas.

[Outro elemento para a escolha é a] avaliação de linguagem da autora em tela – doce, contemplativa, ácida, raivosa, amarga, assertiva, ressentida, vitimista, altiva, vingativa, ou aquilo que os organizadores consideram ponderação – para definir o que é mais adequado ao momento, baseado nos interesses dos patrocinadores, do público, do peso na bolsa de valores da imprensa cultural, da crítica literária etc. [Além da] capacidade de articulação e trânsito junto aos donos e donas da banca, ou seja, aos players que definem quem entra e quem sai de cena, quem é lembrado e quem é esquecido, quem ficará sob holofotes e quem será relegado às sombras ou às feras.

Agência Brasil – Por muito tempo, as principais referências no mercado editorial eram homens brancos. Você avalia que há alguma mudança nesse modelo?

Cidinha da Silva – Sim, há mudanças, mas ainda estamos longe de alcançar um percentual de escritoras que se aproxime do número avassalador de leitoras que compõem o todo da audiência leitora. O que fazer para mudar? Enfrentar de peito aberto e com medidas propositivas os critérios racistas, machistas, misóginos, lesbofóbicos que têm privilegiado os homens brancos.

Agência Brasil – Quais obstáculos as mulheres negras enfrentaram e ainda enfrentam para inserção nesse espaço?

Cidinha da Silva – Os obstáculos enfrentados são aqueles atinentes às sociedades racializadas – hierarquicamente organizadas por critérios raciais – e racistas como a sociedade brasileira. Neste espaço, como em todos os outros, a inserção se deu e se dá pela luta política, afinal, ninguém aqui adormece ouvindo a canção da meritocracia estética, não é?

[As estratégias que viabilizaram essa inserção incluem] não alimentar ilusões, ter atenção incessante aos jogos de interesses e de poder, compreender que nada está ganho, tudo está em disputa.

Agência Brasil – Que resultados e reflexos podemos observar a partir da maior participação das mulheres negras no mercado editorial?

Cidinha da Silva – Histórias novas e desconhecidas têm sido contadas; personagens antes tratados como utensílios de casa, objetos de cama, mesa e banho – trabalhadoras domésticas e outras funções laborais subalternizadas e mal remuneradas -, têm ganhado vida, dignidade e humanidade. A expressão “bibliodiversidade” tem tido os sentidos ampliados. Sujeitos que não nasceram em berço de livros, que não herdaram bibliotecas de pais, avós, trisavós, têm conseguido falar, criar, fabular histórias, para as quais há muito interesse.

A gente refloresta os imaginários, como nos ensinou a irmã guarani, Geni Núñez, e, reflorestá-los é potencializar a vida em alternativas mais saudáveis e plenas.

Agência Brasil – Gostaria que você citasse algumas das mulheres negras fundamentais para abrir os caminhos no mercado editorial brasileiro.

Cidinha da Silva – São muitas, em diferentes épocas, citarei algumas, embora seja consciente do risco de cometer grandes injustiças. Dentre as escritoras precursoras temos Maria Firmina dos Reis e Auta de Souza, nomes que tiveram existência isolada no século 19 e cujo significado foi recuperado mais de século depois de elas terem partido.

O fenômeno Carolina Maria de Jesus também escancarou portas e mostrou pelo menos três coisas fundamentais: a coragem de alimentar um projeto literário, mesmo em condições absolutamente adversas; o apetite do mercado editorial para extrair todo o sumo do que possa vender; os ardis do racismo para construir uma personagem, exauri-la e depois descartá-la. A gente aprendeu e aprende muito com a trajetória de Carolina.

Antonieta de Barros e Ruth Guimarães foram autoras negras que construíram a obra e um lugar na literatura brasileira nas primeiras décadas do século 20, totalmente à revelia dos holofotes. Geni Guimarães tem aproximações de Ruth Guimarães, as duas são do interior de São Paulo, atuaram como professoras e ousaram bater na porta das editoras estabelecidas para apresentar seu trabalho, conseguiram, se firmaram, foram premiadas e isso nos abriu portas. 

Conceição Evaristo é um dos fenômenos contemporâneos de acolhimento do público, vendagem de livros e reconhecimento da crítica, tendo sido a primeira representante consagrada daquilo que desde os anos 1980 tem sido compreendido como literatura negra.

Agência Brasil – Quais outras contemporâneas você citaria?

Cidinha da Silva – A meu ver, existem quatro escritoras contemporâneas pouco incensadas que ao longo de décadas têm feito um trabalho despreocupado dos ditames do mercado e muito focado em projetos literários consistentes, implementados como possível nas editoras tradicionais: Marilene Felinto, Elisa Lucinda, Heloísa Pires Lima e Ana Paula Maia.

Djamila Ribeiro tem também atuação gigantesca em nosso favor no mercado editorial brasileiro e não abriu apenas portas, abriu comportas. A existência de rios de diferentes matizes tem sido possível a partir de suas articulações e projetos, [como] a coleção Feminismos Plurais e o espaço de protagonismo negro ocupado por ela, [que] merece estudos aprofundados. A capacidade de negociação de Djamila no mercado também é algo admirável, inspirador e definidor de novos patamares para autorias negras.

Bárbara Karine, que me parece seguir com estilo próprio as veredas abertas por Djamila, também ensina muito, principalmente às novas gerações. Por fim, nossa imortal da ABL [Academia Brasileira de Letras], Ana Maria Gonçalves, que é acadêmica, reconhecida, premiada e imortalizada também pelo samba – samba-enredo da Portela em 2024 -, abrindo possibilidades para que outras autoras também sejam imortalizadas em vida pelo cancioneiro popular.

Justiça manda prender jornalista perseguido por Carla Zambelli


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O juiz José Fernando Steinberg, do Juizado Especial Criminal do Foro de Barra Funda, em São Paulo, determinou a prisão, em regime aberto, do jornalista Luan Araújo, que em outubro de 2022 foi alvo de uma perseguição a mão armada pelas ruas de São Paulo por parte da então deputada federal Carla Zambelli.

A medida foi determinada devido ao não pagamento de uma indenização por difamação a qual Araújo foi condenado. Ele foi considerado culpado por difamar Zambelli ao ter publicado após a perseguição um texto com críticas a Zambelli.

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No texto, Araújo afirmou, por exemplo, que Zambelli integrava uma “seita de doentes de extrema direita que a segue incondicionalmente e segue cometendo atrocidades”. Tal seita seria composta por “mercadores da morte”, escreveu o jornalista.

Processado pela então parlamentar, Araújo foi absolvido do crime de injúria, mas acabou condenado ao pagamento de indenização por difamação. Em valores atuais, acrescido de multas e custas processuais, o valor não pago é de pouco mais de R$ 2,2 mil.

“Com efeito, tendo em vista que o condenado, apesar de devidamente intimado, não cumpriu a prestação pecuniária imposta, nos termos do artigo 44,  parágrafo 4º, do Código Penal, converto a pena restritiva de direitos em pena privativa de liberdade, nos moldes da sentença prolatada”, escreveu o magistrado responsável pelo caso, em decisão publicada em 1º de junho.

A Agência Brasil tentou, sem sucesso, contato com a defesa de Luan Araújo.

Entenda

Dias antes do segundo turno da eleição presidencial de 2022, Zambelli e Araújo se envolveram em um bate-boca que culminou com a então deputada sacando um revólver e perseguindo o jornalista pelas ruas da São Paulo e dentro de uma lanchonete. A ação foi gravada por transeuntes e o caso obteve grande repercussão nacional.

Em agosto do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Zambelli a 5 anos e 3 meses de prisão em razão do episódio. Ela foi considerada culpada pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo.

>>STF: condenação de Zambelli por perseguição armada é definitiva

Zambelli, contudo, já havia ido em julho para a Itália, para fugir da prisão para o cumprimento de uma pena anterior, de 10 anos de prisão, a qual foi sentenciada por ser a mentora de uma invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O Brasil pediu a extradição de Zambelli, que chegou a ser concedida pelas primeiras instâncias da Justiça italiana, mas acabou sendo cassada em maio pela Corte de Apelação de Roma.

Festejos juninos de Caruaru e Campina Grande são atração da TV Brasil


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As celebrações de São João das cidades de Caruaru, em Pernambuco, e Campina Grande, na Paraíba, embalam a faixa temática Arraiá Brasil nesta sexta (5), às 23h, e no sábado (6), às 21h, na TV Brasil. O especial acompanha as performances de artistas renomados, além de trios de forrós, grupos de danças regionais e quadrilhas, com o objetivo de promover uma comunicação diversa, atenta ao regionalismo, às tradições e manifestações culturais do país.

As transmissões direto de Caruaru e Campina Grande acontecem em parceria com a PrefTV de Caruaru e a UERN TV, da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN), emissoras que integram a Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), gerida pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). O público vai conferir os festejos juninos das duas cidades em todas as dez noites de exibição do Arraiá Brasil.

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Ancorado no estúdio da TV Brasil no Rio de Janeiro pelos apresentadores Bruno Barros, Cibele Tenório, Marília Arrigoni, Maurício Costa, Muka e Verônica Dalcanal, o especial temático ganha a tela da emissora pública durante o mês de junho, sempre às sextas e sábados, e também nos dias 23 e 24 (noites especiais de São João).​ O projeto da TV Brasil em parceria com a RNCP reúne música, cultura e tradições populares, em uma cobertura colaborativa das principais festas juninas do Nordeste

Sobre a RNCP

A RNCP é a rede que reúne emissoras públicas de rádio e televisão parceiras da EBC em todo o Brasil. Seu objetivo é fortalecer a comunicação pública em escala nacional, garantindo à população acesso a conteúdos informativos, educativos, culturais e de entretenimento com qualidade e relevância social.

Ao mesmo tempo em que integra a programação nacional, a RNCP valoriza a produção regional e estimula a diversidade e a pluralidade de vozes, princípios centrais da comunicação pública. Prevista na lei de criação da EBC, a RNCP é um instrumento estratégico para ampliar a presença, a cooperação e o alcance do sistema público de rádio e televisão no país.

Coordenada pela EBC, a rede foi inaugurada em 2010 com 22 instituições parceiras e atualmente conta com 165 emissoras de televisão e 168 de rádio em todas as regiões, consolidando-se como o principal sistema de integração da comunicação pública do Brasil.

A RNCP vem passando por um processo histórico de expansão nos últimos anos. Em 2025, a EBC alcançou a marca de 14 novas estações colocadas em operação ao longo do ano, em parceria com emissoras públicas de diferentes regiões.

Em 2026, o ritmo de crescimento da RNCP se intensificou. Para o primeiro semestre, está prevista a entrada em operação de mais de 30 novas estações de televisão e rádio em diferentes regiões do país.

Serviço
Arraiá Brasil – dias 05/06 (sexta-feira), 12/06 (sexta-feira), 19/06 (sexta-feira), 23/06 (terça-feira), 24/6 (quarta-feira) e 26/06 (sexta-feira), às 23h, na TV Brasil
Arraiá Brasil – dias 6/06 (sábado), 13/06 (sábado), 20/06 (sábado) e 27/06 (sábado), às 21h, na TV Brasil

Enem 2026: inscrições estão abertas até hoje na Página do Participante


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Os interessados em participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 devem se ater ao prazo de inscrição que termina às 23h59 desta sexta-feira (5), no horário de Brasília.

A inscrição será exclusivamente na Página do Participante no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

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Para os concluintes do ensino médio de escolas públicas, a inscrição é automática. Nesse caso, o estudante precisa apenas confirmar sua participação no sistema de inscrição, escolher a opção de prova de língua estrangeira, se inglês ou espanhol, e indicar, se for o caso, a necessidade de recursos de acessibilidade ou se quer ser tratado pelo nome social. 

Inclusão e acessibilidade

Também termina nesta sexta-feira o prazo para os candidatos que querem ser tratados pelo nome social em todas as fases do exame. O tratamento é destinado àqueles que se identificam e querem ser reconhecidos socialmente pela sua identidade de gênero. As pessoas trans devem sinalizar a opção no momento da inscrição.

Os participantes que necessitam de atendimento especializado também devem fazer a solicitação até esta sexta-feira.  Neste ano, o Inep incluiu no edital as novas condições de pessoas com fibromialgia e transtornos mentais, como ansiedade, TOC, entre as situações possíveis para solicitar atendimento especializado.

Outras condições específicas dos candidatos para pedir o atendimento especializado são: baixa visão, cegueira, deficiência física, auditiva, intelectual, dislexia, transtorno do espectro autista (TEA), gestantes, lactantes, diabéticos, idosos e estudantes em classe hospitalar.

Taxa de inscrição

Após a inscrição, o sistema do Enem vai gerar a GRU Cobrança no valor de R$ 85. O pagamento deve ser feito até o dia 10 de junho.

A opções de pagamento são via Pix, cartão de crédito, débito ou boleto. A quitação poderá ser feita em qualquer banco, casa lotérica ou aplicativos bancários.

A inscrição somente será confirmada após o processamento do pagamento da taxa de inscrição.

O estudante beneficiado pelo programa Pé-de-Meia do Ministério da Educação (MEC) concluinte do ensino médio é isento da taxa de inscrição.

Isenção

O Inep lembra que, mesmo os estudantes que tiveram aprovado o pedido de isenção da taxa de inscrição, precisam acessar o sistema do Inep para confirmar a participação no exame.

Também deve se inscrever o candidato que teve seu pedido de isenção negado em definitivo ou teve a justificativa de ausência reprovada, conforme regras do edital do Enem 2026. Será necessário pagar o valor da taxa para ter a inscrição confirmada.

O Inep criou uma página virtual com as principais orientações para os participantes do Enem 2026. Há também uma seção destinada às perguntas frequentes sobre o exame. 

Nessa página, os candidatos podem conferir os questionamentos mais comuns e os respectivos esclarecimentos.

Locais de provas

Neste ano, a aplicação das provas do Enem está agendada para os domingos 8 e 15 de novembro.

O Inep quer ampliar o número de locais de aplicação do exame para cerca de 10 mil, em todo o país.

De acordo com estimativas do Inep, aproximadamente 80% dos concluintes da rede pública devem fazer as provas nos dois dias na própria escola em que estudam. A medida tem o objetivo de facilitar o acesso ao exame e reduzir deslocamentos.

Para os estudantes que precisarem fazer a prova em outro município, o MEC informou que estuda alternativas de apoio logístico para transporte entre os municípios.

Enem

O Enem avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica, e é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (Prouni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). 

As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.

Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão dessa etapa de ensino para os candidatos com 18 anos de idade completos e que também alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento nas provas e na redação.

Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que têm convênio com o Inep. 

Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.

Após êxito na estreia, Brasil volta a jogar à noite na Liga das Nações


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A seleção brasileira feminina de vôlei volta à quadra do Ginásio Nilson Nelson, em Brasília (DF) na noite desta quinta-feira (4), um dia após vencer a estreia contra a Holanda (Países Baixos) – por 3 sets a 1 – na primeira fase da Liga das Nações. A competição reúne as 18 equipes mais bem ranqueadas do mundo. O Brasil busca um título inédito no torneio, após vice-campeonatos, o último deles no ano passado, após derrota para a Itália, número 1 do mundo. A Amarelinha também foi prata em 2021 e 2022.

Vice-líder no ranking, a Amarelinha enfrenta a República Dominicana (11ª) a partir das 20h (horário de Brasília). A primeira semana da Liga das Nações vai até domingo (7) e tem transmissão ao vivo online no streaming da Federação Internacional de Voleibol (World Volleyball).

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Com o apoio da torcida, a equipe brasileira comandada pelo técnico José Roberto Guimarães obrou em quadra no primeiro jogo, emplacando  25/17 e 25/15 contra a seleção holandesa (8ª no ranking) nos dois primeiros sets, respectivamente. No entanto, as adversárias se recuperaram e ditaram o ritmo na terceira parcial. No final do set, a Amarelinha esboçou uma reação, chegou a empatar em 19 a 19, passou à frente e liderava o placar quando uma queda de energia elétrica paralisou a partida por quase 10 minutos.

Quando o jogo foi retomado ao fim de 13 minutos de interrupção, a Holanda fechou o set em 27/25. A parcial seguinte foi a mais emocionante. Embaladas, as holandesas abriram vantagem de 12 a 9 sobre as brasileiras. A virada no placar veio com um ace de Júlia Kudiess que colocou o Brasil na frente por 15/14. Daí em diante, só deu Brasil, que fechou a parcial por 25/24, selando a vitória por 3 set a 1.

As protagonistas da noite foram a ponteira Júlia Bergmann, maior pontuadora com 24 pontos, seguida pela oposta Tainara (21) e a central Julia Kudiess (20).

Classificação

A primeira fase do torneio abrange três semanas de jogos – depois de Brasília (DF), a seleção competirá em Ancara (Turquia), de 17 a 21 de junho; e também em Osaka (Japão), de 17 a 21 de junho. Ao final das 12 rodadas, avançam à fase mata-mata apenas as oito melhores equipes. Por sediar a fase final da competição, a China tem vaga assegurada no mata-mata.

Programação da seleção em Brasília

sexta (4)

20h –  Brasil x República Dominicana 

sábado (6)

11h – Brasil x Bulgárial

domingo (7)

14h30 – Brasil x Itália – Brasília, Brasil

Monique Medeiros deixa a prisão no Rio; MP vai recorrer da decisão


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A mãe do menino Henry Borel, a professora Monique Medeiros, deixou na tarde desta quinta-feira (4) o presídio feminino Talavera Bruce, no Complexo Penitenciário de Gericinó, após ter recebido o perdão judicial da juíza Elizabeth Louro, do 2º Tribunal do Júri.

Por decisão do Conselho de Sentença do 2º Tribunal do Júri do Rio, Monique teve o crime desclassificado de homicídio doloso (com intenção de matar) para homicídio culposo (quando não há intenção de matar) e recebeu o perdão judicial. Ela foi condenada a um ano e quatro meses de prisão pelo crime de omissão em relação à tortura sofrida pelo filho. Como Monique já cumpriu tempo de prisão preventiva, a pena foi considerada encerrada.

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A sentença, no entanto, será objeto de recurso por parte da Promotoria.

“A sentença será objeto de recurso, uma vez que, em uma primeira quesitação, Monique foi considerada responsável pela morte dolosa de Henry. Assim, entendemos que ela também deveria ter sido condenada pelo homicídio doloso”, afirmou o promotor de Justiça Fábio Vieira, que atuou no júri.
 


Brasília -DF- 04/06 /2026 - Caso Henry Borel: Justiça condena Jairinho e concede perdão a Monique. Foto: Brunno Dantas/TJRJ

Justiça condenou Jairinho e concedeu perdão a Monique – Foto: Brunno Dantas/TJRJ

Já o padrasto de Henry, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, foi condenado a 43 anos, nove meses e 20 dias de prisão pela morte do menino de 4 anos, ocorrida em março de 2021. O ex-vereador foi condenado pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação.

Fábio Vieira ressaltou, em sua sustentação aos jurados, que o ex-vereador tinha histórico de agressões contra mulheres e crianças. Como exemplo, citou episódio mencionado pela própria Monique durante seu interrogatório, quando afirmou que “Jairo teria pulado o muro de sua casa e a enforcado por ciúmes”. Em relação à mãe de Henry, o promotor destacou que ela ignorou diversos sinais de alerta sobre o risco que Jairo representava para ela e para o filho.

“Monique, consciente e voluntariamente, enquanto mãe da vítima e garantidora legal de Henry Borel, omitiu-se de sua responsabilidade, concorrendo eficazmente para a consumação do crime de homicídio de seu filho, uma vez que, sendo conhecedora das agressões que o menor sofria por parte do padrasto e estando presente no local e no dia dos fatos, nada fez para evitá-las ou afastá-lo do nefasto convívio com o denunciado Jairo”, relatou o promotor.

Defesa de Monique

Os advogados Florence Rosa e Hugo dos Santos Novais, que atuam na defesa de Monique ressaltaram que “o Tribunal do Júri constitui uma das mais importantes garantias constitucionais do Estado Democrático de Direito, sendo a soberania dos veredictos um princípio expressamente assegurado pela Constituição da República de 1988”.

Em nota, eles avaliam que o julgamento foi pautado pela análise das provas produzidas na instrução processual, dentro das regras que regem o procedimento do júri popular. Ao longo de todo o processo, a defesa de Monique sustentou que “ela não praticou qualquer agressão contra seu filho e que seu maior erro foi não conseguir perceber, a tempo, a violência que ela e seu filho sofriam. A morte de Henry representa uma tragédia irreparável para todos os envolvidos neste caso”.

No texto, a defesa diz que o processo também convida a sociedade à reflexão sobre a necessidade de evolução da compreensão dos fenômenos relacionados à violência doméstica, psicológica, de gênero, às relações abusivas e a exposição desmedida da mulher como vítima, pois nem sempre ela consegue identificar imediatamente os sinais da violência a que está submetida.

Fiéis enfrentam chuva para fazer tapetes de Corpus Christi no Rio


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A chuva que caiu na madrugada desta quinta-feira (4) atrasou mas não tirou a animação dos fiéis que participaram da confecção dos tapetes da celebração de Corpus Christi no Centro do Rio de Janeiro. A festa tradicional é uma das mais importantes do calendário litúrgico da Igreja Católica.

Os fiéis tiveram que esperar um clima mais favorável para começar a montagem, que usa materiais como serragem, borra de café e arroz. O sal grosso é o principal ingrediente da festa, colorido por corantes para dar forma aos desenhos nos tapetes coloridos sobre o asfalto. 

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Neste ano, houve a inscrição de 100 tapetes, montados em uma extensão de 300 metros da Avenida Chile, em frente a Catedral Metropolitana de São Sebastião, no centro do Rio. 

O número de tapetes é uma referência ao centenário da Obra de Adoração Perpétua. Por isso, o tema em 2026 é 100ª Semana Eucarística Eucaristia, unidade e missão – ‘Embora sendo muitos, formamos um só corpo’.

O Instituto Marielle Franco participou da montagem pela primeira vez. O tapete produzido por integrantes do Instituto tinha um girassol, como se estivesse brotando da silhueta da vereadora assassinada em março de 2018, junto com o motorista Anderson Gomes.

 


Rio de Janeiro (RJ), 04/06/2026 - Tapetes de Corpus Christi sendo confeccionados na avenida Chile, ao lado da Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Tapetes de Corpus Christi sendo confeccionados na avenida Chile, ao lado da Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A advogada Marinete da Silva, mãe de Marielle, disse que a participação atendeu a um convite do cardeal do Rio, dom Orani Tempesta. Em 2026, a eleição da vereadora completa 10 anos.

Marinete contou que vem de família católica, desde as avós, e, por isso, considera relevante participar pela primeira vez da confecção dos tapetes. 

“Vendo este Cristo vivo dentro da gente e mostrar para o mundo essa produção maior”, disse em entrevista à Agência Brasil, acrescentando que chegou um pouco depois de 4h da madrugada. “O tapete é uma tradição deste dia, e a gente traz o Instituto Marielle Franco com muita honra e a família, porque Antônio [o marido] está aqui com os jovens da Paróquia de Santa Rita”, 

“É muito importante para a gente e dizer que a nossa fé nos mantém. Celebrar Corpus Christi é uma das celebrações mais bonitas e importantes da Igreja Católica. É o Cristo vivo nas ruas”.

O pai de Marielle, Antônio Francisco da Silva Neto, acompanhou a mulher e ajudou na produção do tapete.

 


Rio de Janeiro (RJ), 04/06/2026 - Tapetes de Corpus Christi sendo confeccionados na avenida Chile, ao lado da Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Tapetes de Corpus Christi sendo confeccionados na avenida Chile, ao lado da Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro. Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil

A gestora da Escola Dom Cipriano Chagas, Ana Gabriela Malta, disse que o tema do tapete que estavam confeccionando com os alunos e as famílias era Um só coração, unidos na providência. Na instituição de ensino estudam 200 crianças de 3 a 11 anos, de dez comunidades de áreas de vulnerabilidade social na zona sul do Rio. O grupo não se deixou abater pela chuva.

“Trabalho em equipe é isso. É muito amor envolvido. Nosso primeiro valor é: amo o que faço. Acho que todo mundo que está aqui, as famílias e as crianças, colocaram muito amor. A gente começou a fazer o tapete às 8h30 e agora conseguiu fechar porque todo mundo ajudou um pouquinho”, disse em entrevista à Agência Brasil.

Junto com os pais, o menino Rodrigo Lopes, de 12 anos, também estava participando da confecção de um tapete com o grupo da Paróquia Nossa Senhora das Dores, do Rio Comprido, na zona norte da cidade. Para ele, a experiência era novidade.

“Estou adorando. São muitos detalhes, eu sou desenhista e foi um pouco mais fácil”, revelou o menino que frequenta a paróquia todos os domingos e é coroinha.

 


Rio de Janeiro (RJ), 04/06/2026 - O coroinha Rodrigo Lopes ajuda na produção do tapete da paróquia que frequenta. Tapetes de Corpus Christi sendo confeccionados na avenida Chile, ao lado da Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O coroinha Rodrigo Lopes ajuda na produção do tapete da paróquia que frequenta. Tapetes de Corpus Christi sendo confeccionados na avenida Chile, ao lado da Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O pároco da Catedral Metropolitana de São Sebastião e vigário episcopal para o Vicariato de Pastoral, cônego Claudio dos Santos, disse que a festa de Corpus Christi traz para cada fiel católico a oportunidade de dar um belo testemunho da sua fé que pode ser mostrado também na confecção dos tapetes.

“Não há, na confecção dos tapetes, nenhum igual ao outro. Os desenhos são todos diferentes. É assim que Deus vê cada um de nós. Somos diferentes, mas o senhor continua se servindo de cada um de nós, para esse testemunho da sua presença em nosso mundo”, apontou à Agência Brasil.

Feriado em SP tem programação gratuita em feira do livro no Pacaembu


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A quinta edição do evento A Feira do Livro, que ocupa a Praça Charles Miller, em frente ao estádio do Pacaembu, é opção de lazer durante o feriado de Corpus Christi, na capital paulista. Com atividades gratuitas, o festival literário reúne autores e especialistas em debates, lançamentos, sessões de autógrafos e oficinas até domingo (7).

Um dos destaques do evento, o sambista e escritor Nei Lopes marca presença nesta quinta-feira (4), a partir das 18h, no Palco da Praça. Ele apresenta suas últimas obras, incluindo o Dicionário de Direitos Humanos e Afins.

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Na sequência, o Quinteto de Metais, grupo de câmara do Instituto Baccarelli, leva ao festival um repertório que transita pela música de concerto e pela música popular. A partir das 19h30, a apresentação ocorre no Espaço Motiva Tablado Literário.

Autora de Benditas Coisas que Eu Não Sei, a cantora e escritora Zélia Duncan estará no Palco da Praça, no sábado (6), às 11h, em conversa com a jornalista Alice Granato.

São três palcos da programação oficial: Palco da Praça, Auditório do Museu do Futebol e Espaço Rebentos. Os Tablados Literários – Espaço Motiva, Tablado Mário de Andrade e Tablado Bubu – são espaços dedicados à programação paralela, com expositores e parceiros realizando atividades para públicos diversos.

Entre os convidados nacionais, a programação conta com outros autores consagrados como Ana Maria Machado, Silviano Santiago, além dos destaques contemporâneos Ian Uviedo, Mariana Salomão Carrara e Jeferson Tenório.

Jornalismo, política, cultura afro-brasileira, pensamento indígena, futebol, infância, cultura do livro, comportamento e meio ambiente são alguns dos temas presentes no festival. A programação completa está no site oficial do festival literário.

Não ficção

Pela primeira vez no Brasil, o cientista político e professor judeu Norman G. Finkelstein lançará A Indústria do Holocausto: Reflexões sobre a Exploração do Sofrimento Judeu, hoje (4), às 16h45. O autor será entrevistado pela jornalista Patrícia Campos Mello, no Auditório Museu do Futebol, no encontro intitulado Holocausto e Palestina.

O filósofo Vladimir Safatle participa do debate Novos Fascismos Globais, no sábado, a partir das 11h40, no Tablado Literário Mário de Andrade, junto com o historiador Michel Gherman, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Eles conversam sobre a compreensão contemporânea do fascismo.

Da não ficção, a feira receberá ainda Fernando Morais, que biografou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva; João Barile, autor de biografia sobre Silviano Santiago; e Erika Palomino, que aborda vida noturna, música e cultura urbana.

Transporte gratuito

Durante o evento, serão oferecidas ao público vans gratuitas que farão o trajeto contínuo entre a Estação Paulista, da Linha 4-Amarela, e o local da feira. Os veículos da Motiva, parceira do festival, realizam o embarque no acesso Belas Artes da estação, na Rua da Consolação. No dia 7 de junho, o transporte terá partida e retorno da Estação Oscar Freire, em vez da Estação Paulista.

O serviço funcionará em dois sentidos: para a ida, as vans partem da estação das 14h às 20h30 nos dias úteis e das 10h às 19h30 aos finais de semana e feriados. Na volta, o trajeto até o metrô ocorre das 14h30 às 21h durante a semana e das 10h30 às 20h aos sábados, domingos e feriados.

Neymar não viaja com seleção para Cleveland; segue em tratamento


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O atacante Neymar não viajará junto com a seleção brasileira para Cleveland (Estados Unidos) onde a Amarelinha enfrenta o Egito no sábado (6), no último amistoso preparatório antes da estreia na Copa do Mundo. De acordo com a CBF afirmou que o jogador seguirá em tratamento para se recuperar da lesão muscular grau 2 na panturrilha direita.

“O atleta Neymar não viajará com a delegação para Cleveland. Ele ficará em Nova Jersey, em tratamento de fisioterapia e intensificando a programação de recuperação física”, informou a entidade em comunicado na manhã desta quinta-feira (4).

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A comissão técnica aguarda a recuperação do atleta para a primeira fase do Mundial. No último sábado (30), o treinador italiano Carlo Ancelotti afirmou que não planeja fazer cortes na lista final de 26 convocados.

“Pensamos que ele [Neymar] pode se recuperar para o primeiro jogo. Se não puder, para o segundo jogo. Não temos nenhuma dúvida de que não vamos trocar ninguém”, enfatizou o técnico.

O Brasil encara o Egito às 19h (horário de Brasília) no sábado (6), no estádio Huntington Bank Field, na Cleveland, no estado de Ohio. A abertura da Copa do Mundo será na próxima quinta (11), às 16h, no México. A seleção anfitriã medirá forças com a África do Sul, no estádio Azteca, no primeiro duelo do Grupo A, que inclui ainda República Tcheca e Coreia do Sul.

A seleção brasileira estreará contra Marrocoas, em 13 de junho (um sábado), às 19h, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O Brasil está no Grupo C, que tem ainda Haiti e Escócia.